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O Rotary Club de SP Avenida Paulista une entidades

O Rotary Club de SP Avenida Paulista uniu várias entidades em torno do tema do fechamento (ou abertura) da Avenida Paulista para atividades de lazer aos domingos em seu último Fórum de Debates realizado em 30 de julho de 2015. O Rotary fez valer a bandeira da paz e do respeito ao próximo, procurando ouvir e dialogar com pessoas e entidades que estão se posicionando de forma antagônica frente ao polêmico tema que é de interesse de todos.

Publicamos a seguir a íntegra da Carta Aberta, redigida em 13 de agosto de 2015 e originária da moderação das discussões, que será entregue à Prefeitura de São Paulo com o intuito de ecoar nas autoridades o pleito dos cidadãos:

“O Rotary Club São Paulo Avenida Paulista preocupado com a o bem estar da sua comunidade, no dia 30 de julho de 2015 realizou debate técnico cujo tema foi o Fechamento da Avenida Paulista para lazer, impactos e benefícios.

Participaram do debate, além de Moradores da Avenida Paulista, os representantes do Rotary Club de SP Avenida Paulista, da Associação Paulista Viva, do SINDHOSP, do Conjunto Nacional, da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Cliclocidade), do Club Homs, da Policia Militar por meio do Comandante Coronel Luís Henrique Di Jacintho Santos, bem como, os representantes da Universidade Mackenzie: Professor Doutor Paulo Roberto Corrêa (Arquiteto e Urbanista, Coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e o Professor Mestre João Cucci Neto (Engenheiro de Tráfego e Gestor de Transito, Mestre em engenharia de Transportes pela Poli/USP e Professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie).

Durante o debate os diversos pontos de vista foram colocados em evidência, dentre os quais, destacamos a fala:

i) dos moradores da Avenida, que por serem em grande parte idosos, demonstraram preocupação com sua mobilidade, uma vez que têm limitações de locomoção e dependerem quase que exclusivamente da utilização de taxis e automóveis, sobretudo, em situações de emergências;

ii) de alguns representantes da comunidade e da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo pontuaram a importância de termos em nossa cidade espaços seguros para as práticas esportivas e recreativas, e que o fechamento da paulista representaria um espaço adequado para tais finalidades;

iii) da Associação Paulista Viva levantou a ideia do fechamento itinerante das grandes avenidas de São Paulo, em finais de semana alternados, proporcionando desta forma o lazer para a comunidade em geral, sem causar grandes transtornos aos moradores da via;

iv) dos comerciantes presentes demonstraram sua preocupação com a falta de acesso aos estabelecimentos e com aos possíveis prejuízos que serão ocasionados com a adoção desta medida pela municipalidade.  

Desta forma, diante dos diferentes olhares sobre a questão, restou evidenciado como conclusão do debate que, para que haja o "Fechamento da Avenida Paulista para lazer", se faz necessário, antes da tomada de qualquer atitude prática pela Municipalidade, que seja dada especial atenção às seguintes demandas:

a) deve ser realizada uma pesquisa com a população local afim de entender melhor suas necessidades e levantar possíveis meios alternativos de locomoção, inclusive nos casos de emergências. Algumas sugestões são: o fechamento de apenas um lado da via, definindo uma faixa de rolagem demarcada por cones para toda a extensão da Avenida, que permita o trânsito de ônibus, ambulâncias e táxis e que as principais vias transversais funcionem normalmente;

b) deve ser realizado um estudo técnico, com projeto e planta específica, ambos desenhados por equipe de arquitetos urbanísticos e engenheiros especialistas em tráfego e trânsito para verificação da sua viabilidade técnica.

Isto posto, o Rotary Club de SP Avenida Paulista na qualidade de agente de integração entre diferentes organizações e atores sociais para solução dos problemas da comunidade da região da Paulista, sugere que para que haja viabilidade deste projeto, devam ser equacionados e superados os seguintes pontos críticos:

1) permitir o acesso dos moradores às suas residências, utilizando-se quaisquer meios de transportes (com especial atenção ao grande número de idosos residentes na região);

2) permitir  o acesso do público aos estabelecimentos comerciais e estacionamentos;

3) permitir o acesso de ambulâncias e taxistas aos edifícios, autorizando o trânsito destes em pelo menos uma das faixas da Avenida interditada;

4) permitir o acesso aos hospitais da região;

5) possibilitar o cruzamento de veículos em alguns pontos estratégicos da Avenida;

Sendo este o nosso posicionamento, certos de que estamos trabalhando voluntariamente a fim de atendermos aos anseios da nossa comunidade e certos, também, de que estamos sempre à disposição da Municipalidade para participarmos de discussões em busca de uma solução equilibrada.

Subscrevemo-nos, atenciosamente

Rotary Club de SP Avenida Paulista

Gilberto E. Carvalho dos Santos

Presidente"

 

 

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